Milagres

O milagre

Para dar continuidade ao Processo de Beatificação, se fazia necessário a comprovação de um milagre, realizado por intercessão do Padre Bonhomme.

Realizou-se, então o Processo Diocesano, na Cúria da Diocese de Guajará-Mirim, RO, Brasil, onde o Tribunal formado por 4 membros, ouviu o depoimento de 9 testemunhas oculares do fato que descrevemos a seguir :

O Milagre nas Águas do Rio Mamoré

 

Em janeiro de 1973 Dona Silvina Gomes de Melo, que fora passar suas férias em Vila Bela, embarcou com seus 5 filhos pequenos e mais 5 sobrinhos que estavam sob sua responsabilidade.
Nas proximidades de Surpresa, local onde vivem os índios, encontra-se a confluência dos rios Guaporé, de águas mansas e claras, com o rio Mamoré que vem da Bolívia e possui águas barrentas e revoltas. É um rio perigoso, com rodamoinhos, troncos de árvores passando, colchas de tarope formadas por vegetação que se encontra nas margens do rio e que a enchente leva consigo. Portanto, o rio Mamoré é um rio muito perigoso. Ele oculta em suas águas barrentas, peixes perigosos.

O dia 27 de janeiro de 1973, numa viagem de barco. Dona Silvina viajava com seus cinco filhos agasalhou os filhos. O menor estava com 6 meses de idade, e a seguir o Ferdinando que estava com um ano e 8 meses. O café da manhã ocorreu normalmente para todos. O pequeno Ferdinando estava bem agasalhado naquela manhã. Sua mãe lhe havia posto umas roupas de flanela estampada que ela mesma havia confeccionado. Colocou-lhe também as botinhas para protegê-lo do frio. E assim vestidinho, a mãe o colocou sentado em uma cadeirinha e foi até à pequena porta do barco para lavar a roupinha do filho menor. Por essa porta a pessoa não podia passar com facilidade, pois era bem estreita. A Irmã Luzia estava ensinando tricô a outras duas senhoras, ali por perto. De repente a mãe percebe um vulto que caiu na água como se tivesse saltado de cima, sem ter tocado nela.

Fixando o olhar, deu um grito, pois reconheceu que fora o seu filho Ferdinando que havia caído na água. Ela o reconheceu pela roupa e pelas botinhas. Ao ouvir o grito de socorro, a Irmã Luzia largou seu tricô e, levantando os braços ao céu, implorava em alta voz : “Padre Bonhomme, salve esta criança ! Padre Bonhomme nos ajude a salvar esta criança ! Padre Bonhomme, interceda a Deus em favor desta criança !” A mãe estava desesperada e queria se jogar na água para salvar o filho. Como a embarcação ia com grande velocidade, o menino ficou logo para trás. Vendo o menino na água, um tripulante – Sr. Sebastião – se jogou na água e começou a nadar, mas não conseguiu se aproximar do menino.

A Irmã Luzia correu até o comandante e pediu para parar a embarcação. O motor foi desligado imediatamente. Todos os olhares se voltavam para o pequeno Ferdinando. As testemunhas dizem que ele era levado pelas ondas, de um lado para o outro. O tio do menino, Sr. Ezicio, imediatamente foi pegar a canoa para socorrer o menino. Mas ela estava fortemente amarrada. Pediu uma faca para cortar as amarras, mas esta não cortava. Finalmente conseguiu soltar a canoa. Mas onde estaria o remo ? Não foi encontrado. O Sr. Ezicio foi remando com as mãos e com um prato de alumínio que estava na canoa. Mais adiante, recolheu na canoa o Sr. Sebastião que se havia jogado na água e que estava nadando.

Este, ao subir na canoa, forçou uma das tábuas que servem de banco, arrancou-a e foi remando com ela. A mãe conta com emoção que a canoa, embora navegasse contra a correnteza, não se desviou um só instante de seu trajeto. Ao chegar perto, o senhor Ezicio, tio de Ferdinando, viu a botinha do menino. Saltou imediatamente sobre o menino na água e o agarrou. Voltando para a embarcação, foi entregue à mãe que chorava de emoção. Para espanto de todos o menino estava perfeito, apesar de ter permanecido na água durante 20 minutos. O enfermeiro o examinou e constatou que não havia ingerido nem uma gota de água que o prejudicasse.

À vista disso, todos diziam : “Foi um milagre realizado por intercessão do Padre Bonhomme que a Irmã Luzia invocou desde o instante que o menino caiu na água”. Então todos, a começar pelo comandante, queriam saber quem era o Padre Bonhomme. A Irmã Luzia explicou que é o Fundador da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário. No dia seguinte ao chegar em Guajará-Mirim, a Irmã Luzia com a família Gomes de Melo foram à Igreja de N.S. do Perpétuo Socorro para agradecer a Deus o fato extraordinário que havia ocorrido com Ferdinando.

Ano da Misericórdia

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