História

Um Espírito Inquieto
Pe. Pedro Bonhomme, jovem sacerdote, tendo voltado a Gramat, sua terra natal, não podia se conformar com a realidade que o cercava.
Atento ao processo de suas Congregacionistas, ele escolhe um grupo que se destaca pela piedade e doação missionária, junto aos necessitados. Funda então a sociedade Imaculada Conceição, tinha a aprovação do Bispo, e possuía um regulamento para ajudar as jovens a desenvolver suas virtudes cristãs e sua missão junto aos pobres.
Pe. Bonhomme, encantado com a dedicação das jovens e preocupado com as necessidades dos pobres, começou a sonhar com a construção de um asilo, onde todos pudessem ser atendidos.

Seduzido por um sonho
Enquanto o Pe. Bonhomme tomava as iniciativas para a construção do asilo, outra preocupação o assaltava: quem cuidaria do asilo? Pensou em trazer Irmãs da Caridade para esta tarefa, mas não conseguiu. Pe. Bonhomme, depois de muita oração à Maria, jejuns e penitências, partilha com uma das jovens, Hortênsia Pradel, o seu projeto.
O coração da jovem Hortênsia se inquieta e nesse mesmo dia, volta a falar com o Pe. Bonhomme e dá seu sim. Hortênsia contagia mais três jovens para este grande projeto: Adélia, sua irmã e as duas irmãs Cora e Matilde Rousset. Estava formada a célula-mãe das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário, em 1833.

No silêncio de Rocamadour
“É preciso começar pelo essencial: um mergulho profundo em Deus”. Pensando assim, o Pe. Bonhomme envia as quatro jovens para fazer um retiro de oito dias em Rocamadour.
Seu desejo de se consagrar a Deus aumentava. No dia do encerramento do retiro, elas estavam bem decididas. O Pe. Bonhomme lhes falou com entusiasmo. Em seguida, elas fizeram o voto de castidade e de se consagrarem a Deus na Vida Religiosa, a serviço dos pobres e à instrução das crianças.

O sonho torna-se realidade
Durante o estágio das quatro noviças, em Cahors, Pe. Bonhomme elaborou o primeiro projeto do Estatuto do Grupo. O projeto foi submetido ao Bispo e recebeu a aprovação provisória em 24/ 02/ 1834, para ser testado na prática. No dia 25/ 02/ 1834, as quatro noviças, voltando do estágio, se encontraram em Gramat e foram morar numa casa bem modesta.
Para tornar mais evidente sua consagração a Deus e seu seguimento a Jesus Cristo, elas receberam um novo nome:
Hortênsia Pradel – Ir. Teresa – Ecônoma
Adélia Pradel – Ir. Vicente – encarregadas de lecionar e cuidar dos doentes
Cora Rousset – Ir. Maria – encarregadas de lecionar e cuidar dos doentes
Matilde Rousset – Ir. Maria da Cruz – Superiora da Comunidade

O nome da Congregação
Embora o Pe. Bonhomme fosse filho espiritual de Rocamadour, preferiu dar à Congregação que ele fundou, o nome de Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário, pois ele sabia que as obras fecundas nascem e se desenvolvem ao pé da Cruz.
Era diante do Crucificado que Pe. Bonhomme modelava sua vida, fundamentava sua Espiritualidade, descobria o Carisma, definia a missão da Congregação. Para a Irmã Calvariana, o Calvário é a Fonte de sua Espiritualidade, de seu Carisma e de sua Missão.

As Bem-Aventuranças
O Pe. Bonhomme viveu as Bem-Aventuranças. Por isso quis deixá-las também para as Irmãs. Eis o que ele diz:
“Não posso, minhas caras filhas, mostrar-lhes melhor a oposição que existe entre o mundo e o estado religioso e em que disposições devem se encontrar para que cada um de seus atos se torne objeto de mérito diante de Deus, que dando-lhes as oito Bem-Aventuranças do Sermão de Jesus Cristo na montanha, como outras tantas regras de sua vida interior”.

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